A esperada aula de análise de dados quantitativos é iniciada sob a direção do então Sr.Prof.Dr.Antropológo Eric Maheu. Da pronúncia do seu nome à seu país de origem , o Canadá, tudo gera indagações interruptivas dos meus colegas: - Professor por que o "R" do seu nome se pronúncia com mais força?
- Professor o coala é um animal canadense?
- Professor quantas línguas você fala? Em meio a contagem e um ensaio de uma pequena aula de história alunal viajamos do Canadá ao Brasil e nos deparamos com a questão-mor: - O que é um dialeto?
Só hoje, depois de tanto tempo, depois de achar que era apenas uma língua menor descobri que dialeto é toda e qualquer língua dissidente de uma outra língua, a exemplo o português, o espanhol que são
dissidente do Latim, ok!
Passando pelo Haiti observamos a língua criola, a qual foi gestada em um berço/contexto escravocrata. Seguindo para questões relacionadas a homogenização linguística descobrimos que nesta questão nós/o Brasil ocupamos o 2° lugar. Passando pela era dos extremos observamos que em termos quantitativos o mundo está menos violento, mas o Brasil se comporrta como a Europa a 5° séculos atrás - Que Droga!
Do suicídio aos dados relacionados a violência contra a mulher passamos a questionar as pesquisas e a necessidade de uma visão mais crítica que busque desvendar aspectos considerados" menores", a exemplo do questionamento de uma pesquisa feita por uma revista brasileira, que constata que o Canadá é país de maior recorrência de violência contra as mulheres, mas deixa de lado que alguns aspectos desconsiderados no Brasil como xingamento e falar alto são considerados enquanto violência no Canadá.
Como somos "máquinas de fazer comparação", somos sempre estimulados a essa prática ... Assim, definimos as avaliações, as questões de produção dos diários, conhecemos o uso da aprendizagem significativa e fica por aqui o meu primeiro relato.
Por Danilo Cardoso
